O perfil da biotecnologia no Brasil: investimentos, recursos humanos e a indústria de biotecnologia

As três últimas décadas têm sido um período de grande progresso nas Ciências Naturais, principalmente a partir de 1970 com o advento das técnicas de manipulação genética, permitindo surgir processos/produtos inovadores com características especiais desejadas. Este período marca o início da "biotecnologia moderna" e estabelece um novo paradigma em tecnologia.

Esta tese tem como objetivo tecer o perfil da biotecnologia no Brasil sob os aspectos de investimentos governamentais realizados, da formação de recursos humanos e do perfil do setor industrial em biotecnologia.

Os resultados foram alcançados com base na análise da literatura pertinente e em levantamentos realizados em bancos de dados. Os Programas de Biotecnologia foram um dos objetos privilegiados das políticas governamentais de financiamento, porém estas foram incipientes e inconstantes ao longo dos anos, o que subestimou um desenvolvimento do setor.

No que tange a formação e capacitação de recursos humanos, a biotecnologia apresenta um perfil de qualificação extremamente elevado, com grupos organizados e distribuído pelo país. A maioria encontra-se vinculada às instituições de ensino e pesquisa, o que diminui as possibilidades de inovação, uma vez que esta ocorre nas empresas.

O perfil do setor industrial de biotecnologia vem se modificando a partir da década de 90. Atualmente, as empresas concentram-se em dois setores: saúde (51,72%) e agricultura (15,86%). Também foi possível observar uma desigual distribuição geográfica, na qual 86,38% do total de empresas estão sediadas nas regiões Sudeste e Sul.

A identificação dos Centros de Excelência também foi objetivo coadjuvante desta tese. Verificou-se que, em sua maioria, são instituições públicas.

Ao final analisam-se as tendências para o setor e identificam-se novas tecnologias como a terapia gênica, que leva vislumbrar os rumos e o futuro desta ciência.

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