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Laboratórios de Desenvolvimento de
Bioprocessos da Escola de Química da UFRJ

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Produção Científica: Teses de Doutorado

A Gestão Ambiental e seus Atores: estrutura, poder e influência - Estudo de caso: setor de Petróleo

Autora: Elisa Maria Rodrigues
Ano da Defesa: 2001
Orientadores: Nei Pereira Jr., PhD e Adelaide Maria de Souza Antunes, DSc Programa: TPQB - Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos da EQ/UFRJ
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Resumo

A Gestão ambiental hoje representa um fator de competitividade, tanto no mercado interno, quanto no mercado internacional. Cada vez mais empresas adotam sistemas de gestão ambiental visando otimizar seu desempenho. Porém, existem diversos documentos que fornecem diretrizes para a implantação do Sistemas de Gestão Ambiental, e também existem diversos atores no ambiente macroeconômico que têm poder e influência sobre os demais.

A identificação dos principais atores é fundamental para que as empresas possam traçar diretrizes para ações que irão influenciar no julgamento de seu desempenho. Há uma complexidade muito grande na estrutura que rege os aspectos legais e regulatórios da gestão ambiental no Brasil. A compreensão das estruturas desses atores, a integração entre eles (quando existente), e o poder e influência que eles exercem sobre as empresas é vital para o cumprimento das exigências, porém não suficientes para evitar o impacto negativo das atividades industriais sobre o meio ambiente.

É realizada uma análise estrutural que demonstra a teia relacional entre os atores, onde discute-se a hierarquia de poder e influência que uns exercem sobre os outros. Também é apresentado um estudo de caso, escolhendo-se o setor de petróleo, que passa por uma reestruturação, especialmente no Brasil, após a quebra do monopólio que existia no setor, além dos constantes acidentes com danos ambientais que vêm ocorrendo.

O setor de petróleo é altamente regulamentado pelo Governo através de seus diversos agentes. Porém, as empresas do setor contam com outros atores muito bem estruturados para o desenvolvimento de suas atividades, em termos de orientações, normas e diretrizes. Existe uma interdependência muito grande no setor entre as Associações Empresariais, os Órgãos Normalizadores e os Órgãos Certificadores, e uma dependência extrema dos Órgãos Ambientais.

A gestão ambiental efetiva é dependente da boa integração dos diversos atores do ambiente macroeconômico, por isso, torna-se necessário que se crie uma estrutura mais compatível para facilitar a execução de ações que conduzam à preservação ambiental.

LADEBIO - Laboratório de Desenvolvimento de Bioprocessos da Escola de Química da UFRJ