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Laboratórios de Desenvolvimento de
Bioprocessos da Escola de Química da UFRJ

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Produção Científica: Teses de Doutorado

Biotratamento de Resíduo Oleoso da Indústria do Petróleo por Batelada Sequencial, e Avaliação da Ecotoxicidade

Autor: Edélvio de Barros Gomes
Data da Defesa: 10 de Dezembro de 2008
Orientador: Nei Pereira Jr., PhD
Programa: TPQB - Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos da EQ/UFRJ

Resumo

A tratabilidade de resíduo de óleo Diesel proveniente de tanques de armazenamento do terminal da Petrobrás em SUAPE-PE foi investigada, utilizando-se biorreatores operados por batelada seqüencial.

O resíduo foi caracterizado química e composicionalmente e em seguida foram elaborados e executados dois planejamentos fatoriais fracionados e um experimento univariado a fim de se determinar os ótimos de:

As condições em biorreator foram delineadas a partir da condução de bateladas simples com a finalidade de se determinar:

Duas bateladas seqüenciais foram conduzidas: uma com três ciclos de 110h e outra com quatro ciclos de 72h.

A efetividade do processo foi avaliada através das taxas de biodegradação ao final de cada ciclo. As condições preconizadas na batelada de ciclos de 72h demonstraram ser mais efetivas na degradação dos hidrocarbonetos. As taxas de biodegradação ao final dos ciclos 1, 2, 3 e 4, respectivamente, foram 0,74%.h-1, 1,33%.h-1, 1,06%.h-1 e 1,04%.h-1. Mudanças nos membros da comunidade microbiana (observadas através do emprego da técnica de DGGE utilizando-se fragmentos da subunidade 16S do rDNA), ao final do ciclo 1 e início do ciclo 2, parecem estar conectadas às mudanças nas taxas de biodegradação. Os perfis de taxas de assimilação de oxigênio da comunidade aclimatada proveniente do final de cada ciclo corroboraram com as taxas de biodegradação (124,9mgO2.L-1.h-1, 252,9mgO2.L-1.h-1, 120,4mgO2.L-1.h-1, e 108,8mgO2.L-1.h-1).

Avaliações nas respostas de ecotoxicidade realizadas com organismos-teste autóctones (ouriço-do-mar: Echinmometra lucunter, ostra: Crassostrea rhizophorae e microalga: Pseudokirchneriella subcaptata) revelaram a capacidade do processo de reduzir a toxicidade do resíduo. Altos valores de percentagem de redução de toxicidade foram observados para o final do ciclo 2 (70,1% quando E. lucunter foi o organismo-teste, e 78,5% quando C. rhizophorae foi o organismo-teste). O resíduo proveniente do ciclo 4 não promoveu resposta tóxica para E. lucunter (redução de 100% da toxicidade) e promoveu baixa resposta para C. rhizophorae (redução de 86.6% na toxicidade original).

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