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Laboratórios de Desenvolvimento de
Bioprocessos da Escola de Química da UFRJ

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Produção Científica: Dissertações de Mestrado

Avaliação do Emprego de Celulase de Myceliophthora Thermophila no Processamento Têxtil

Autor: Renato Teixeira da Cunha
Ano da Defesa: 2002
Orientadores: Nei Pereira Jr., PhD e Carolina Maria M. C. Andrade, Dr.rer.nat Programa: TPQB - Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos da EQ/UFRJ
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Resumo

Neste trabalho foi investigada a aplicabilidade têxtil da celulase produzida pelo fungo termofílico Myceliophthora thermophila (DSMZ 1799).

O complexo enzimático foi produzido por fermentação em meio semi-sólido, usando-se sabugo de milho como substrato, e o extrato bruto foi caracterizado segundo parâmetros necessários para a aplicação em processos têxteis.

A temperatura e o pH de máxima atividade endoglucanásica foram 70°C e 4,8, respectivamente. A endoglucanase de M. thermophila manteve-se bastante estável depois de incubada por 2 horas a 50°C, conservando 94% de sua atividade inicial. Incubada a 90ºC, durante as mesmas 2 horas, esta enzima ainda manteve 40% de sua atividade máxima.

A atividade endoglucanásica máxima foi de 4,95 U/mL, tendo sido observada no sexto dia de cultivo, e a correspondente atividade específica foi de 33,0 U/mg. Os parâmetros cinéticos aparentes, Vmáx e Km, obtidos pelo método de Lineweaver-Burk, foram 0,0723 mmol/L.min e 18,82 g/L, respectivamente.

Também foi avaliada a perda de peso de tecido de algodão decorrente de tratamentos enzimáticos realizados durante seis dias à temperatura ambiente, utilizando-se duas celulases comerciais além da celulase de M. thermophila. Os resultados desse teste foram: 0,63% e 11,3%, para cada uma das celulases comerciais, e 0,51% para a celulase de M. thermophila.

Estes resultados apontam para a conclusão de que o uso da celulase de M. thermophila no processamento têxtil é tecnicamente possível e poderia trazer algumas vantagens em relação às celulases comerciais atualmente utilizadas.

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